Teoria de Classes

Gilberto Dutra

Como qualquer pessoa um pouco normal, eu tenho minhas teorias, para ser mais sincero, diria que tenho diversas teorias. Algumas sérias, outras mais científicas, várias relacionadas ao esporte e muitas bem humoradas. Vou comentar uma teoria que considero bem humorada, para não dizer “triste realidade”.

Percebo que existem diferenças de classes, o que todos sabemos que existe mesmo. Mas considero interessante as diferenças de tratamento entre as pessoas das classes A e C. Vamos aos exemplos: pobre não tem “stress”, isso é coisa de rico, pobre tem “piti”; rico é cleptomaníaco e pobre é ladrão mesmo; só pobre vai para manicômio e é louco porque rico é excêntrico e vai para “SPA”; entre outros modelos.

No futebol é um pouco parecido.

Em São Paulo e Rio de Janeiro, jogador que faz um belo gol é considerado gênio, craque, fora de série, mas em outros estados: “foi apenas um belo gol”. Se fizer dois gols seguidos: no eixo RJ-SP o jogador já merece uma chance na seleção; mas, se for em outro clube fora daquele eixo, é apenas um jogador que está mostrando seu futebol.

Cleber, quando jogava no Palmeiras era considerado “guerreiro”, se jogasse daquela forma no Grêmio, seria considerado um jogador violento, como diversos outros que ganharam essa fama quando vieram atuar nos clubes do sul. Hoje, vestindo a camisa do Cruzeiro, Cleber continua sendo expulso e arrumando confusão. Conseguiu receber cartão vermelho em dois jogos seguidos pela Libertadores, e no último domingo teve uma atitude anti-desportista contra os jogadores do Internacional pelo Brasileirão e foi expulso novamente.

Não quero pensar que o eixo RJ-SP é a classe rica e o RS a classe pobre, mas é difícil não pensar dessa maneira diante dos acontecimentos.

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